Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Armadilhas e Ciladas no Caminho da Ascensão



Por Dr. Joshua David Stone

" Nas minhas viagens pela vida como ser espiritual, psicólogo espiritualista e discípulo do caminho, tomei consciência de muitas das armadilhas e ciladas que se encontram no caminho espiritual. Considero-me até especialista no assunto, pois tive a experiência de cair na maioria delas.
Recomendo, convicto, a meditação sobre a lista que apresento a seguir. Embora resumida em breves palavras, é profunda em instruções.
O meu propósito ao partilhar estas situações é poupar, ao maior número de pessoas possível, sofrimento desnecessário, carma negativo e os atrasos no caminho da ascensão, provocados pelo desconhecimento e pela ignorância. O caminho espiritual é por um lado bastante fácil e incrivelmente complicado por outro.
O ego negativo e as forças das trevas espalham sedução e apegos, imensos complexos e ardilosos desafios em cada passo do Caminho. Cometer erros e cair nessas armadilhas é normal. A minha preocupação é evitar que as pessoas que buscam o seu Caminho, fiquem enredadas nas ciladas por longos períodos, ou mesmo vidas inteiras."

Eis, então, as armadilhas e as ciladas mais comuns:
1. Abrir mão do seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos Mestres Ascensionados, a Deus, e a tudo o que for externo.
2. Amar os outros, mas não a si mesmo.
3. Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4. Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e educar de modo correcto, a sua criança interior.
5. Comer incorrectamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6. Mergulhar profundamente na vida espiritual mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7. Desejos, desejos e mais desejos materiais.
8. Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9. Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10. Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11. Ver apenas as aparências, em vez de observar a verdadeira realidade que está por detrás de todas as aparências.
12. Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13. Não perceber que você é a causa de tudo.
14. Servir os outros totalmente, antes de se tornar auto-realizado dentro de si mesmo.
15. Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16. Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17. Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18. Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida. Não há ascensão sem alegria.
19. Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente nas suas práticas espirituais.
20. Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21. Dar prioridade a um relacionamento, em detrimento do si e do seu processo interno. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22. Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23. Ser crítico demais e duro demais para consigo mesmo.
24. Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25. Tomar posse do seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se ao seu Cristo interno.
26. Abrir mão do seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27. Esperar que Deus e os Mestres Ascensionados resolvam todos os seus problemas.
28. Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29. Entregar o seu poder a entidades que se possam comunicar consigo.
30. Ler demais e não meditar o bastante.
31. Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32. Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33. Pensar que precisa ser um canal para outras vozes, ver ou experimentar toda a espécie de fenómenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34. Forçar a elevação da sua kundalini.
35. Forçar a abertura dos seus chacras.
36. Pensar que o seu caminho espiritual é melhor que o dos outros.
37. Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38. Partilhar o seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39. Contar aos outros o seu "bom trabalho espiritual", em vez de simplesmente centrar-se na sua humildade. "Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita".
40. Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41. Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42. Considerar a Terra um lugar terrível.
43. Entregar o seu poder à astrologia ou à influência dos astros, como factores externos e incontornáveis.
44. Apegar-se demais às coisas e às pessoas.
45. Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46. Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47. Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da psicologia tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48. Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49. Desistir no meio das grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Nunca desista! Nunca, jamais deve desistir!
50. Achar que o sofrimento que o incomoda - seja em que nível for - não irá passar.
51. Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52. Deixar-se enredar pelos poderes espirituais em vez de reconhecer que o amor é, de entre todos, o maior poder espiritual.
53. Denegrir outros grupos espiritualistas ou metafísicos, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54. Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional, ou quaisquer outros dogmas.
55. Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre si e Deus.
56. Usar as suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57. Tornar-se fanático demais pelas suas próprias crenças.
58. Achar que pode alcançar a iluminação através de drogas ou algum tipo de pílula mágica. Essa é uma das piores formas de ilusão!
59. Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no seu caminho espiritual.
60. Sobrevalorizar o relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com o seu Cristo interno.
61. Enredar-se em todas as atracções deste mundo material, realmente fascinante.
62. Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir o seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros, de forma incondicional.
63. Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equidade em todos os momentos; se você não transcender a dualidade, continuará a sentir-se vítima da sua própria montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64. Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento a dois, em vez de assumir a condição de adulto.
65. Pensar que precisa de sofrer na vida. Isto é tremendamente falso!
66. Ser ou querer ser um mártir do caminho espiritual.
67. Precisar de controlar os outros.
68. Ter ambição espiritual.
69. Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70. Ter necessidade de ser um Mestre.
71. Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72. Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73. Ser ou querer ser um salvador.
74. Servir por motivos egoístas e pensar que está a acumular mérito espiritual.
75. Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente é; por outro lado, pensar que é menos avançado do que realmente é.
76. Ser famoso e cultivar a dependência da fama.
77. Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gémea, e não perceber que a sua própria Alma - e a Mónada - são aquelas que, na verdade, o podem complementar e saciar interiormente.
78. Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79. Precisar de se ver no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre esconder-se pelos cantos.
80. Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai.
81. Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82. Entregar-se, neste plano ou no plano interior, a mestres que não sejam ascensionados e que, logicamente, também têm uma compreensão e concepção limitadas da realidade.
83. Fazer do caminho espiritual um hobby, e não o "fogo devorador".
84. Perder tempo demais em frente da TV, na Internet, com jogos de vídeo, ou lendo romances fúteis, e assistindo a filmes violentos.
85. Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86. Pensar que discutir com os outros é algo que lhe sirva a si, ou sirva a outras pessoas.
87. Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar por amar e compreender.
88. Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89. Devotar-se a um guru que o diminui e o divide, em vez de se dedicar ao Eu espiritual que é você mesmo, e cultivar o seu próprio Cristo interno.
90. Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar o seu campo energético, de acordo com as necessidades.
91. Não saber dizer “não” aos outros, à criança interior ou ao ego negativo.
92. Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros lhe vai trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93. Culpar Deus ou irritar-se com Deus ou contra os Mestres Ascensionados por causa dos próprios problemas.
94. Quando as suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os Mestres Ascensionados não estão a responder às suas preces.
95. Comparar-se com outras pessoas, em vez de perceber que somos únicos, e que as potencialidades, as circunstâncias e as vivências do outro não são as suas.
96. Pensar que ser pobre é ser espiritualizado. Pensar que é preciso ser rico para ser feliz e espiritualizado.
97. Comparar-se e competir com os outros por causa dos níveis de iniciação e ascensão.
98. Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou do seu próprio corpo físico, emocional ou mental, desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99. Estudar demais e não manifestar os seus conhecimentos no mundo real.
100. Pensar que o seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101. Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102. Pensar que não necessita de se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103. Pensar que glamour, ilusão, ego negativo, medo e separação, são a verdadeira realidade.
104. Usar açúcar, café e refrigerantes e outros estimulantes artificiais para obter energia física.
105. Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda a Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106. Deixar de amar as pessoas porque elas o estão a tratar mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa do seu comportamento.
107. Perder a fé na realidade viva da Alma, da Mónada, de Deus e dos Mestres Ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo.
108. Pensar que apenas as outras pessoas podem atingir a ascensão, ou ser Luz no mundo, ou pelo menos não nesta vida.
109. Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas quotidianos.
110. Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um Paraíso em evolução.


"Tudo o que existe no Universo Divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas, você trilhará o caminho da ascensão."

Terça-feira, Julho 07, 2009

EXPECTATIVAS

As pessoas passam a maior parte das suas vidas a sentir-se ofendidas por coisas que alguém lhes faz.A revelação surpreendente que te vou fazer vai mudar a tua vida.

Nunca houve NADA que alguma vez te tenha ofendido! São as tuas expectativas do que esperavas dessas pessoas que te ferem.

E as expectativas és tu que as crias com os teus pensamentos. não são reais. São imaginárias.

Se esperavas que os teus pais te dessem mais amor e não te deram, não tens que te sentir ofendido. São as tuas expectativas do que um “pai ideal” devia ter feito contigo que foram violadas. E são as tuas ideias que te lastimam.

Se esperavas que o teu companheiro tivesse reagido desta ou daquela forma e não o fez… O teu companheiro não te fez nada. São as diferenças entre a atenção que esperavas que ele tivesse contigo e aquelas que ele realmente teve, que realmente te ferem. Mais uma vez, isso está apenas na tua imaginação.

Chateado com Deus? São as tuas crenças em relação ao que Deus deveria fazer que te incomodam. Deus jamais ofende ou prejudica alguém.

Um hábito precisa de várias partes para funcionar. Se se perde uma delas, o hábito desfaz-se. O hábito de te sentires ofendido por tudo o que “os outros te fazem” (na verdade ninguém te faz nada!) desaparecerá quendo conheceres melhor a fonte das “ofensas”.

Quando nascemos, somos autênticos. Porém, a nossa verdadeira natureza é suprimida e substituída artificialmente por conceitos que os nossos pais, a escola, a sociedade e os meios nos ensinam.

E criam uma novela falsa sobre como deveriam ser as coisas em todos os aspectos da tua vida e sobre como “devem” actuar os outros. Uma novela que não tem nada a ver com a realidade.

As outras pessoas são também criaturas de inventário. Ao longo da sua vida vão coleccionando experiências: pais, amigos, casais, etc… e armazenam-nas no seu inventário interior.

As experiências negativas deixam em nós marcas mais profundas do que as positivas. E quando uma pessoa é “maltratada” (por não ter dito ou feito o que se esperava dela) por alguém, essa experiência fica gravada no seu inventário. Quando conhece outra pessoa, tem medo. E fica atenta para ver se a nova pessoa vai repetir as mesmas atitudes que tiveram consigo, ou seja, fica disponível para que isso aconteça.

Vai buscar uma experiência ao inventário negativo. Põe as lentes dessa experiência e vê através delas as novas pessoas e experiências da sua vida. Depois acaba obviamente por atrair o que teme.

Resultado: Repetem-se os mesmos problemas e as mesmas experiências negativas.

E o inventário negativo continua a crescer. Na verdade, o que faz é perturbar-te. Não te deixa ser feliz. E à medida que se avança na idade, é-se menos feliz. A razão porque isto acontece é porque o inventário negativo vai crescendo de ano para ano.

Certamente que já repararam nas pessoas de idade avançada e nos casamentos com muitos anos. O seu inventário é tão grande que parece que a negatividade é a sua vida. Vão repetidamente buscar experiências ao seu inventário negativo, por tudo e por nada.

Uma das maiores fontes de ofensas é a de tratar de impor um ponto de vista de uma pessoa a outra e tentar comandar a sua vida. Quando lhe dizes o que “deve fazer” e ele te diz “não”, ficas ressentido.
Primeiramente, sentes-te ofendido porque a pessoa não fez o que tu querias. Seguidamente, a outra pessoa sente-se ofendida porque não a aceitas como ela na verdade é.

E torna-se um círculo vicioso!

Todas as pessoas têm o direito divino de escolher o seu caminho como mais lhes aprouver. Aprenderão por si mesmos com os seus próprios erros. Que assim seja.

Para além disso, lembra-te de que nada te pertence. Quando os colonos americanos queriam comprar as suas terras aos “Peles Vermelhas”, eles reagiram. “ Comprar as nossas terras?!? Elas não nos pertencem! “ Nem o fulgor das águas, nem o ar, nem os nossos irmão búfalos, que caçamos apenas para sobreviver. Essa ideia é completamente desconhecida do nosso povo “

Nem a Natureza, nem os teus pais, nem os teus irmãos, nem os teus filhos, amigos ou companheiros te pertencem. Assim como o fulgor das águas ou o ar. Não os podes comprar. Não os podes separar. Não são teus. Só os podes desfrutar como parte da Natureza. Não podes agarrar o caudal de um rio. Só podes pôr nele as tuas mãos, sentir nelas a água a correr e deixá-lo seguir o seu curso.

As pessoas são um rio caudaloso. Qualquer intenção de as travar vai ter um mau resultado. Ama-as, disfruta da sua companhias e deixa-as ir.

Então, como posso perdoar?

1 - Percebe que nada te ofendeu. São as tuas ideias acerca de “como as pessoas e Deus deveriam actuar que te ferem. Estas ideias são o produto de uma máscara social, que foste aprendendo a usar desde a tua infância, de forma inconsciente.
Reconhece que a maioria das pessoas NUNCA vai reconhecer essas ideias, porque são ideias falsas.

2 – Deixa que as pessoas Sejam. Deixa-as seguir a sua vida conforme querem. É da sua responsabilidade. Dá-lhes conselhos SÓ QUANDO ELAS TE PEDIREM, mas permite que elas tomem as suas decisões. É o seu direito divino por nascença: o livre arbítrio e a liberdade.

3 – Nada te pertence. Nem os teus pais, nem os teus filhos, nem os teus amigos, nem os teus companheiros. Todos fazemos parte da engrenagem da natureza. Deixa fluir as coisas sem resistir a elas. Ama e deixa Ser.

4 – Deixa de pensar demasiado. Abre-te á possibilidade de novas experiências. Não utilizes o teu inventário. Abre os olhos e observa o fluir da vida tal como é. Quando tiras uns óculos que têm as lentes sujas e os limpas, o resultado é uma visão muito mais clara.

5 – A perfeição não existe. Nem o pai, amigo, companheiro ou irmão perfeitos existem. É um conceito criado pela mente humana e não pode ser compreendido em nenhum nível intelectual, porque, na realidade, NÃO EXISTE! Porque é um conceito imaginário.

Um bosque perfeito seria só lindas árvores, ar puro, Sol, sem bicharada… Existe? Não!
Para um peixe, um mar perfeito seria aquele onde não há predadores… Existe? Não! Só ao nível intelectual.
NA VERDADE, JAMAIS VAI EXISTIR.
Para o peixe, só lhe resta aceitar a realidade. Qualquer frustração que venha do facto de o mar não ser como ele quer não faz sentido.

Deixa de resistir às pessoas porque elas não são como tu queres que sejam. Aceita as pessoas como o peixe aceita o mar e ama-as como elas são.

6 – Desintoxica-te do veneno do rancor e reconcilia-te com a vida.
A vida real é mais bonita e excitante do que qualquer ideia que tenhas sobre o mundo.

7 – Imagina essa pessoa que te ofendeu no passado. Imagina que estão os dois comodamente sentados. Diz-lhe porque te ofendeu.
Escuta de forma amorosa a sua explicação a dizer-te porque o fez.
E perdoa-a. Se um ser querido já não está neste mundo, utiliza esta dinâmica para dizeres o que queres. Ouve a sua resposta e despede-te dele. Isto trar-te-á uma enorme paz.

8 – À luz do curto período de tempo de vida que temos, é pouco o tempo que temos para viver, desfrutar e ser felizes. A nossa companheira morte pode chegar, em qualquer momento, e levar-nos nos seus braços.
É supérfluo gastar-se tempo a pensar nas ofensas dos outros. Não te podes dar a esse luxo.

9 – Quando perdoas deixas que a tua ferida sare. Lê este artigo as vezes que forem necessárias e deixa que os conceitos comecem a lançar sementes de consciência no teu interior. Aprende com honestidade a reconhecer os erros que cometeste, promete que não os voltarás a cometer e regressa de novo a tua vida para a viver.
Permite que o mundo Seja e permite-te a ti Ser também.


AS EXPECTATIVAS

As pessoas, as situações, as coisas e o “destino” que nos desiludem, são as nossas expectativas, essa aparentemente inofensiva e subtil forma de imoralidade.
Dizem por aí que as cópias, essas que nos mandam fazer na escola, quando somos pequenos, não servem para nada. Dizem que não se aprende nada com elas.
Dizem os entendidos que para se aprender, a aprendizagem deve ter significado, ou seja, que só aprendemos o que realmente nos interessa, o que nos motiva, o que vivemos, o que tem significado para nós.
Pois bem, a nossa teimosa mania de criar expectativas leva-nos a sofrer toda a vida, mas apesar disso ser uma evidência, parece que nunca aprendemos. Neste caso, supõe-se que o sofrimento deveria trazer ensinamento suficiente e, por isso, devíamos deixar de criar as expectativas que o causam.

Apesar de aprendermos essa realidade, continuamos a criar “expectativas” em relação a coisas, situações, sobre o que vai suceder ou não, sobre coisas sobre as quais não temos qualquer tipo de controle, tais como jogos de sorte ou azar, o clima, os governantes, os nossos desportistas ou clubes favoritos, sobre os livros que não lemos ou os filmes que não vimos, tudo isto de uma forma obsessiva.
Como não aprendemos pelo sofrimento, vamos experimentar através das formas tradicionais, para verificarmos se funciona ou não… e pode ser que nem assim aprendamos!
(desconheço a autoria, mas dedico à querida Cláudia)

Terça-feira, Março 03, 2009

Jean Shinoda Bolen



Para mis amigas brujas que cambian el mundo

Jean Shinoda Bolen, tiene 68 años. De familia japonesa nació y vive en Los Ángeles. Es doctora en Medicina, analista junguiana y profesora de Psiquiatría en la Universidad de California. Esta divorciada y tiene dos hijos. En una entrevista reciente dijo:

- A mi me interesan las mujeres maduras, con humor y activas. A partir de los 40 años empieza lo mejor si eres capaz de darte cuenta de la cantidad de cualidades potenciales que hay dentro de ti. Entonces te entran ganas deconvertirte en bruja. Una bruja es una persona con poder personal.

Las brujas sabias dicen la verdad con compasión y no comulgan con lo que no les gusta, pero no tienen la rabia de las mujeres más jóvenes. Algunos hombres excepcionales pueden llegar a ser brujas, los que tienen compasión, sabiduría, humor y no están supeditados al poder.

Las brujas sabias son capaces de mirar hacia atrás sin rencor ni dolor. Son atrevidas, confían en los presentimientos, meditan a su manera, defienden con firmeza lo que más les importa, deciden su camino con el corazón,escuchan su cuerpo, improvisan, no imploran, ríen y tienen los pulgares verdes.Quiero decir que tienen mano con las plantas. Y también con los animales.

Primero aprenden a amar lo que hacen, luego alientan a otros al crecimiento. Saben reconocer lo frágil y lo que tiene valor y también lo que debe ser podado.

-Cuanta más edad, más camino aprendido. La observación compasiva de la vida de los demás te enseña mucho y las mujeres sabias se pasan mucho tiempo observando. Algunas mujeres, muy pocas, son sabias a partir de los 30 o 35años. Ésas a los 60 son increíbles.Las mujeres tienen la oportunidad de cambiar el mundo en las próximas décadas.

Pero que si no lo hacen ya, probablemente ya no lo harán.Tras el extremo feminismo de los 70, ahora el péndulo se haya en el centro por eso tenemos que aprovechar este momento. Las mujeres que se lo permiten pueden hoy llegar al equilibrio, a ser completas, fuertes y vulnerables almismo tiempo.Por supuesto. No tengo la menor duda de que un pequeño grupo comprometido puede cambiar el mundo. En realidad, así ha sido hasta ahora.

Yo aliento a las mujeres a formar círculos que tengan un componente espiritual. Simplemente escuchando los problemas, anhelos y miedos de otras mujeres y contando los tuyos, adquieren fuerzas.

Cuando uno está sentado en círculo y en silencio se da cuenta de que hay una conexión espiritual con poder transformador. Yo pertenezco a uno desde hace 18 años: encendemos una vela, guardamos silencio, contamos lo que nos preocupa, debatimos y juntamos nuestras energías con un propósito.

La espiritualidad, la física cuántica y el budismo dicen lo mismo: Todo y todos estamos interconectados y por tanto, lo que cada uno haga influye en el mundo.

Entre mujeres hay una conexión natural. Algunos estudios evidencian que cuando una mujer que sufre estrés habla con otra mujer, ambas liberan la hormona de la maternidad que provoca que el estrés descienda.

Si las mujeres estuvieran implicadas en los procesos de paz, todo sería más fácil. Estamos llenas de recursos poderosísimos a los que no prestamos atención, como por ejemplo el conocimiento intuitivo. Estos conocimientos se pueden desarrollar en los círculos.

Por eso: sea auténtica, sea consecuente con su persona interior y averigúe qué quiere hacer con su preciosa vida.
Desde fuera intentarán contestar por usted a las preguntas esenciales, no lo permita.

Tu és...?

Tu és forte quando pegas na tua mágoa e ensinas a sorrir.
Tu és corajoso quando superas os teus temores e ajudas os outros a fazer o mesmo.
Tu és feliz quando vês uma flor e só por isso sentes-te abençoado.
Tu és amoroso quando a tua própria dor não te torna cego à dor dos outros.
Tu és sábio quando conheces os limites da tua sabedoria.
Tu és verdadeiro quando admites que há vezes em que te enganas.
Tu estás vivo quando a esperança do amanhã significa mais para ti do que o erro de ontem.
Tu és livre quando tens o controle de ti e não desejas controlar os outros.
Tu és honrado quando descobres que a tua honra é honrar os outros.
Tu és generoso quando podes receber tão docemente quanto podes dar.
Tu és humilde quando não sabes como podes ser humilhado.
Tu és atencioso quando me vês exatamente como eu sou e tratas-me exatamente como és.
Tu és misericordioso quando perdoas aos outros as faltas que tu condenas em si mesmo.
Tu és belo quando não precisas que um espelho to diga.
Tu és rico quando nunca precisas mais do que o que tens.
.Tu és tu quando estás em paz com quem tu não és.
(Autor desconhecido)

Domingo, Agosto 24, 2008

Escolhas... Jorge Luis Borges

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria:Você pode assumir sua individualidade, reprimir seus talentos e sonhos, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis, não sérias e bem situadas como você.
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.
Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta ou pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou ainda, partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece; pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas, caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer: pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou, e portanto não há mais nada a fazer, ou a um futuro que ainda não veio, e que portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria: pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida ou pode aprender o que ainda não sabe; pode fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua ...
E o importante, é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir, pois é você quem vai carregar sozinho e sempre o peso das escolhas que fizer.

Segunda-feira, Agosto 04, 2008

O Ser integral...

... conhece sem ir, vê sem olhar e realiza sem fazer.

Os pássaros não tentam voar, apenas voam. Essa é sua natureza intrín­seca. A Terra não se esforça para girar sobre seu eixo. E próprio da sua natureza girar a uma velocidade es­tonteante e rolar pelo espaço.
É da natureza dos bebês o estado de graça.
É da natureza do sol brilhar.
É a natureza das estrelas piscar e reluzir.
E é da na­tureza humana materializar seus sonhos, facilmente sem nenhum esforço.


No Veda - conjunto de textos sagrados que constituem o fundamento da tradição religiosa e filosoficas ­da Índia - esse princípio é conhecido como o princípio da economia de esforço, ou do "faça menos e realize mais".
Você atinge um estado em que não faz nada e realiza tudo.

Isso significa que basta existir a mais leve idéia para que a manifestação dessa idéia aconteça sem nenhum esforço.
O que é comumente chamado de "milagre" é, na verdade, uma expressão da lei do mínimo esforço.
A inteligência da natureza funciona sem nenhum esforço ou atrito, espontaneamente.
Ela não é linear.
É intuitiva;
é holística;
é alimentadora.
E se você está em harmonia com a natureza, se está assentado no conhecimento do seu verdadeiro Eu, pode fazer uso da lei do mínimo esforço.

O mínimo esforço é dispendido quando as suas ações são motivadas pelo amor, porque a natureza se mantém unida pela energia do amor.

Quando você busca o poder e o controle sobre as pessoas, está a desperdiçar energia.

Quando busca dinheiro e poder movido pelo egoísmo, desperdiça energia perseguindo uma ilusão de felicidade, em vez de desfrutar a felicidade do momento.
Quando busca dinheiro somente para uso próprio, interrompe o fluxo de energia em direção a si mesmo e interfere na manifestação da inteligência da natureza. Mas quando os seus atos são motivados pelo amor, não há perda de energia. Ao contrário, a sua energia multiplica-se e acumula-se.

A energia extra que voce consegue juntar e desfrutar poderá ser canalizada para qualquer coisa que você queira,inclusive, para riquezas ilimitadas.

Deepak Chopra

Sábado, Junho 07, 2008

Trabalhador da Luz



Eu sou um trabalhador da luz, não, já não sou um guerreiro.
Passei por tantas batalhas, que acabei por ficar com horror à guerra, fosse ela qual fosse...
Existe uma diferença essencial entre um guerreiro e um trabalhador da luz: O guerreiro esforça-se e luta para implantar o bem (o que acha ser o bem);por isso também vê o mal, e até pode considerar que existem inimigos, funciona num mundo de separatividade, a sua consciência está focalizada na personalidade, ele considera-se como sendo uma pessoa, no meio de outras pessoas, e vê qualidades e defeitos, e luta para superar os seus próprios defeitos, e luta para remover os defeitos dos outros...
Ele luta para melhorar o mundo, trazendo-lhe mais luz, mais amor, mais vida...
Mas, ele está em guerra!... e a guerra destrói.
E a guerra traz sofrimento...
O trabalhador tem a sua consciência focalizada nos níveis da alma e do espírito, sabe que essencialmente todos somos Um, que todo o bem e mal são relativos, que todos, sem excepção participamos do maravilhoso Ser, que em sublime Amor, se diferencia em todos os seres, para que possamos existir, como consciências, ou estados de consciência diferenciados, como seres no Ser, como vidas na Vida, como luz na Luz... O trabalhador da luz está alinhado com a vontade Una, por isso edifica com rigorosa disciplina, participando da grande ordem cósmica, cada acção que empreende está perfeitamente integrada num fantástico e complexo conjunto de causas-efeitos, ele não faz nem mais, nem menos, do que lhe compete fazer...
Todos os ciclos de involução-evolução de todos os seres são por ele amorosamente respeitados...
No local e tempo exactos ele transmite a correcta quantidade e qualidade de luz para que aquela parte da Grande Obra aconteça...

É este o meu trabalho, é este o nosso trabalho, iluminar com a luz que nos é inerente, transmitindo o amor e a consciência do Uno, participando na glorificação do Ser...
E nós trabalhamos em todos os níveis e estados de ser, e em todas as dimensões... As simples leis guiam-nos no nosso complexo trabalho e trabalhamos perseverantemente conjugando as nossas acções nos microcosmos, nos cosmos e nos macrocosmos.
E aqui e agora, nesta humanidade, neste planeta, neste universo, estamos a activar os arquétipos correspondentes a estes ciclos, dentro de ciclos... e activamo-los, iluminando-os em nós mesmos e nas personalidades a que estamos mais intimamente ligados (não dizemos "nossas personalidades", pois a noção de posse foi transcendida), e estas personalidades são como que instrumentos (instrumentos vivos e conscientes, que muito amamos e respeitamos), instrumentos que também são nossa obra, nossa criação, instrumentos que ainda estamos a afinar...
Quando estes instrumentos estiverem mais afinados e sincronizados, a divina sinfonia que então se fará ouvir será sublime! Todo o Universo a escutará!

Velhos guerreiros que tanto tendes lutado pela luz, mas que já estais fartos de sangrentas batalhas, vós estais mesmo velhos, e tendes de morrer... mas não temais a morte, pois a morte é apenas uma transmutação...Mas tendes mesmo que morrer, para que Eu, a Alma, o Espírito, Viva em vós!...
(Autor desconhecido)

Terça-feira, Maio 20, 2008

Livro dos Essénios: Atitude Interior do Terapêuta

Aquele que se ocupa
em tratar dos corpos
vê sempre
abrirem-se as portas das almas
Chemins De Ce Temps-Là

Atitude Interior

Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por escórias que só fariam retardar a passagem da luz. A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias escórias. Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento. Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores. Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte: "Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém dos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo. "O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a tomar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. " Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.
O Desejo

Freqüentemente, e de forma sutil, infiltra-se em nós o desejo de aplicar um tratamento, e está aí muitas vezes a pedra de tropeço em nosso caminho. Todos nós desejamos que a pessoa que nos procura se cure e, mais ainda, que "nós" possamos curá-la, proporcionar-lhe o alívio que ela veio buscar junto de "nós". Isso parece de uma lógica absolutamente inevitável. Entretanto... Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, freqüentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário, ele pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer. Para o terapeuta, o desejo de curar freqüentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Queremos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha. Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós. Certos doentes não querem se curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de fato, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade. A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho". O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde freqüentemente a emoção, que parte do terceiro chakra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele E, e freqüentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.

O Julgamento

Esse amor total não pode admitir julgamento. Neste ponto, também a fronteira é sutil entre julgamento e opinião. Emitir uma opinião, dar um parecer sobre alguma coisa ou sobre alguém é uma atitude neutra e está mais próximo de unia constatação. Emitir um julgamento é implicar-se pessoalmente na opinião, tomar partido segundo a nossa experiência, sem nos colocarmos na pele do outro. A neutralidade é uma qualidade indispensável, mas neutralidade não significará jamais indiferença ou frieza. Nós trabalhamos o amorterapeuta e devemos fazer florescer a confiança e a paz nos seres sofredores que nos procuram. Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. " Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.

A Compaixão

É a chave indispensável que abrirá todas as portas, mas é também a chave que temos de procurar, pois a perdemos há muito tempo! Por ocasião da minha aprendizagem, na época essênia, os Irmãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade. Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama. "Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krmel.

A Transmutação

"Não se destrói o mal... " Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra. Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa. Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade. Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... " Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro: momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.
Atitude Exterior

"Boa vontade não basta... " Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sustentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito freqüentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não devemos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais. "De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar conseqüências. Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chakra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas". É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão". Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal. Depois desse alerta, passo a lhe propor alguns "pontos de referência" no tocante à posição a assumir por ocasião dos tratamentos. Particularmente, prefiro, hoje em dia, realizar o tratamento usando um colchonete colocado diretamente sobre o chão; mas algumas pessoas, terapeutas ou pacientes, podem ter dificuldade para se movimentar nessa posição. Nesse caso, uma mesa de tratamento dará conta plenamente da tarefa. O paciente deverá estar em trajes íntimos, ou pelo menos vestindo roupas de algodão para evitar interferências, e não deve cruzar pernas ou braços a fim de não cortar os circuitos de energia. Deve também, pelas mesmas razões, tirar relógio e jóias. Não há nisso nada de excepcional ou esotérico; é fácil compreender que o cruzamento das pernas pode dificultar a circulação do sangue, acontecendo o mesmo com relação às energias nos planos mais sutis. Quem administra o tratamento deve estar de pé junto do paciente, se este estiver deitado em um leito ' ou mesa de tratamento, e sentado na posição de lótus ou de joelhos, se o paciente estiver deitado sobre um colchonete apoiado diretamente no chão. A coluna vertebral do terapeuta deverá estar o mais reta possível para que as energias com que trabalha circulem mais facilmente. Depois de ter-se deixado envolver pela calma e pela neutralidade, o terapeuta, pode e deve dirigir-se ao paciente para que este se sinta confiante e invadido por uma benfazeja serenidade. A beleza e a simplicidade do lugar poderão sem dúvida contribuir para que se instale esse oportuno bem-estar. A partir desse instante preciso, tem início a verdadeira preparação para os tratamentos, de que falarei detalhadamente a seguir.

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